
O ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro "Ngongo", enalteceu nesta terça-feira, em Luanda, os feitos profissionais alcançados pelas mulheres polícias da SADC, contribuindo para o fortalecimento das corporações da região.
O governante angolano falava no acto de abertua do primeiro curso de Comando, Liderança e Chefia para oficiais superiores do Sub-Comité da Rede Mulher polícia dos Países da África Austral (SADC), a decorrer até ao dia 16 do corrente na capital angolana.
"Tendo as mulheres da Polícia na África Austral alcançado a realização profissional num ramo que há anos se pensava destinado simplesmente a homens, exprime bem a determinação delas em romper com o preconceito e tabus ainda existentes e reafirmar a coragem que carrega esse ser tão especial que é o género feminino", disse o ministro.
Adiantou que o género é uma componente importante no mundo e as mulheres devem ter o lugar e o papel que merecem e que foram conquistando com alguma garra e perseverança ao longo da evolução da sociedade.
"Não tenhamos dúvidas de que as mulheres são um ser predestinado a lutar e, neste contexto, sentimos que a mulher africana é mais lutadora ainda, devido, sobretudo, aos condicionalismos deste continente", frisou.
No
curso participam 33 mulheres polícias dos países membros da Comunidade
de Desenvolvimento da África Austral (SADC), excepto o Madagascar, e
visa conferir à rede maior interacção e conhecimentos dos módulos de
trabalho de cada país membro.
A
Rede da Mulher Polícia da SADC é um órgão da Organização Regional para
a Cooperação dos Chefes da Polícia da África Austral (SARPCCO) que visa
aglutinar todas as mulheres polícias dos países membros da região.
Integram a SADC Angola, África do Sul, Botwsuana, Namíbia, Zâmbia, Tanzânia, Madagascar (suspenso), Zimbabwe, Moçambique, Leshoto, Suazilândia, RDCongo, Ilhas Maurícias e Malawi.